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terça-feira, 10 de maio de 2011

NINGUEM ESCONDE A VERDADE

GP DA TURQUIA

Pode-se pintar um elefante de verde que ainda assim ele será visto no pasto.
Três coisas parecem que ficaram muito certas depois desse último GP:
-Se nenhuma outra equipe evoluir a altura da RBR o 'alemãozinho' fatura mais um título.
-O 'alemãozinho' tem a prefêrencia da equipe... e com isso... o 'companheiro' precisará dar seus pulos... e não de canguro, mas de gato se quiser algo.
-A vermelhona deixou mais que claro que entre vermelho-amarelo e verde-amarelo 'ela' fica com a primeira combinação.

Sinto muito, mas...4/10 não bastam para me convencer da capacidade desse 'alemãozinho', sobre seu companheiro de time. Aliás, o 'canguro', figura que volta e meia é atribuida ao boxe...aqui está mais para 'esparring'!

Falando as claras, a Ferrari mostrou, com Fernando, um ritmo de corrida que não esteve longe das RBR, em que o tempo de volta manteve-o entre os ponteiros. Tanto que Alonso veio a ocupar por boas voltas a segunda posição, exigindo de Mark empenho para retomar esse posto que o fôra na largada. Essa perfomance somada a de outros pilotos no mesmo GP pode elucidar as conclusões.

Se a Ferrari não está a altura da RBR...então Fernando é o verdadeiro genio, mesmo porque ele consegue trocas de pneu na metade do tempo de seu companheiro. Se a Ferrari está proximo da RBR...então Webber foi magnífico ultrapassando Fernando, que já foi campeão do mundo!(Aliás...enquanto Sebastian no GP passado não entendia como 'sua' vitória sumia... Webber, o carneiro do sacrifício, que largara quase ao fim do pelotão fez da corrida um show, em uma corrida fantástica, ultrapassando concorrentes na pista e chegando junto com os ponteiros).

Parece que o que falta mesmo na categoria é de fato pilotos com o brio que nos acostumamos a ver no passado... e aí, quando surgem um levemente acima da média os ufanistas de plantão começam a registrar pseudônimos, promover tietagem, visto que o 'esporte' hoje necessita de uma 'máquina' em que a mídia e o marketing fazem as vezes do motor e nós, 'simples' telespectadores somos o combustível dessa máquina. Chefiando o 'circo': o Grande Gudini! e seus maravilhosos truques baratos (como essa ridícula idéia de asa móvel).

Sim...graças ao trabalho desse chefe, ao longo de todos esses anos, 'pudemos' escolher nossos ídolos. Mas hoje... ah, hoje querem impor.

Não faz muito tempo um certo Michael era o fera idolatrado e adorado. Tal adoração entorpecente vendava os olhos para o que ele sempre foi... Dick Vigarista. (até conseguiu uma cadela... -Mutley?) Rei morto, Rei posto. Agora, no grupo onde a pista fica mais estreita, seu verdadeiro carater torna-se evidente a cada corrida. Tanto que foi maravilhoso ver Massa, Buton e Rosberg em uma disputa limpíssima, sem necessidade de asa móvel, sem necessidade de 'esparramar', de tocar roda e tantas outras coisas que não são dignas de pilotos, da F1...das corridas.

Vettel é um piloto rápido? ok...é. Mas essa não é caracteristica primeira para ser um piloto? É certo que nem sempre o título se fez justo ao final de um campeonato mundial de pilotos, mas... ainda assim esses, sim verdadeiros, herois das pistas o são reconhecido até hoje.
Kobaiashi também é rápido. O ex- de rubinho também é. E mais alguns outros jovens por alí.

Agora, quando uma equipe consegue fazer tres trocas de um mesmo piloto em uma mesma prova na casa de 3s e do companheiro não... qual o problema?
Porque o carro de Felipe estava 'de rosca' nas paradas? Tão incomum que até o próprio piloto ficou esmorecido... o mesmo esmorecimento que acomenteu Webber no final do ano passado quando viu que sua luta contra um complexo (para não dizer um nome mais nefasto) ja estava perdida.

Anos passado, nessa mesma pista, um jovem inconformado, em uma manobra estúpida jogou seu companheiro para fora da pista e possibilidade de vitória. Nome do piloto: Sebastian.

Agora, o narrador palhaço, que mal sabe fazer conta, começa a calcular, vejam só... estatisca de 'gênio'.

O esporte/negócio precisa de espectadores/consumidores. Os espectadores/consumidores, precisam de idolos...de preferencia, os que superem as maquinas. Desta feita, ao que parece, se um 'grande investidor' pagar o que o Gudini quer, a grande atração do circo já tem nome certo.

Para Sebastian convencer é preciso que dispute freada ao fim de retas que não usem asa móvel. É preciso que seus adversários estejam em condições iguais ou superiores a sua e aí faça valer o talento que dizem possuir. Pois foi como disse um dos ex-pilotos de formula 1 e que hoje é comentarista "reconhece-se quando o piloto é bom, acima da média, quando dirige um carro em que suas qualidades farão a diferença. Guiar um carro bom, com equilíbrio, isso é fácil. Qualquer piloto faz.".
O narrador palhaço...é tão palhaço que atém mesmo quando desejou mostrar sabedoria se perdeu... afinal, ao falar da carreira do Sebastian, disse que o certo é ignorar o tempo em que esse esteve em equipe de base, e que pra valer, sua carreira contaria a partir de dois anos atrás. Então... como será que seria se ao invés de Sebastian, nesse carro do 'genio Adrian' estivesse Nick (os dois), Hamilton, Button, Petrov, Kobaiashi, Sutil, Massa, Alonso...?


Parece que esse esporte não perdeu apenas os verdadeiros herois... mas também bons jornalistas. Que pena.

3 comentários:

  1. Júlio, penso exatamente como você em todos os pontos abordados. Parabéns pelo texto lúcido.

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  2. Julio, parabéns pelo texto.
    Claro, limpo e objetivo, está a altura da ótima qualidade dos seus trabalhos.
    Compartilho da mesma opinião e; lamentavelmente eu não vejo nenhuma luz no fim do tunel.

    Abs,

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  3. JC, gostei das abordagens, mas discordo de muitos. Mas é isso aí....

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