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terça-feira, 7 de agosto de 2012

INDY DE EMERSON - Patrick Racing

O ANO ESPETACULAR
fotos ao longo da matéria 
AINDA HOJE, FOTOS DE MAIS UMA ETAPA DO SS4 - 74

reprodução de foto da revista stock car/auto & técnica

Vi no blog do grande Mauricio Moraes um desenho (que esta no fim desta matéria) do Penske do Emerson de 1989. Ao vê-lo me veio a lembrança de um modelo que fizera deste carro. Na verdade foram 2 peças...e acabei sem nenhuma. Adquiri mais 2 kits para com um deles fazer mais uma conversão...mas até o momento (e já se passaram um bom tempo) não consegui tempo para isso, dado outras solicitações do modelismo.
As fotos que ilustram essa matéria, são fotografias de fotografias em papel, visto que a época deste trabalho, e das fotos originais, não havia ainda camera digitais*, e apenas em película (*ao menos não em valores comerciais para um simples terráqueo como eu).
Igualmente, alguns recursos como Macro, também me eram limitados.
Com este carro, Emerson faturou a sua primeira 500 milhas, que teve de prêmio, um pouco mais de 1000 milhas..(sic)...ou seja, 1 milhão de dolares. Inclusive há a tradicional foto do carro na pista com o piloto em pé no acento e os pacotinhos de dinheiro ao lado e sobre o carro (algo que queria ter feito, e quem sabe agregará a proxima que eu fizer. Vou procurar a foto e atualizar essa postagem depois).
No blog do Maurício cheguei a comentar que com este carro, na prova citada, entre outras coisas Emerson fez uma manobra espetacular sem precedentes na Indy e creio que sem equivalentes posteriormente.

Se não me engano (precisaria rever o VHS que tenho na integra, da prova, mas meu aparelho está off... pelo uso do DVD) a 2 ou 3 voltas do final, Al Unser jr. vinha perigosamente atrás de Emerson, e como sabem, o vácuo na Indy é um Booster. De muita malicia e habilidade Emerson vinha se mantendo a frente mas parecia que Al tinha mais aproach e que conquistaria sim a posição, mas que Emerson também podia ser aguerrido e forçar a mantê-la. E foi o que aconteceu.
Ao depararem-se com um retardatário (ohh palavra horrivel para um piloto ...e injusta) acho que na curva 3, Al tentou posicionar-se ao lado externo de Emerson e travar-lhe e ao mesmo tempo, por vir mais rápido pelo lado externo sair mais lançado na reta e abrir o suficiente para impedir novo ataque.
Tudo ok se não fosse o Emerson ali.
Do alto de sua magnitude como piloto, Emerson manteve-se atras do incauto o tempo suficiente para a aproximação, e numa manobra sutil, como é de fato necessário ser executada na Indy, tirou do retardatário. Al não deve ter acreditado no que viu! Tentara forçar Emerson a ficar na linha de dentro...e simplesmente Emerson ignorou que estivessem em um monoposto a mais de 200 km/h (também não me recordo exatamente, mas a velocidade de curva acho que era algo em torno de 130mph -me corrijam por favor-).
Dada a velocidade, percorreram alguns metros lado a lado...houve o toque. Unser se desgarra... e tomado pela surpresa tornou impossivel qualquer forma de reação ao desequilíbrio do carro.
Emerso por sua vez... faz um contra esterço... o carro percorre uma leve trilha ligeiramente de lado, escapando de traseira...á aquela velocidade. milesimos de segundos eternos pareciam conduzir Emerson ao muro e á nossa descepção de não vencer aquela prova. Mas não... o carro se mantém... Emerson segue em prumo e ainda nos paira a duvida se o carro afetou-se ao erguer-se do solo pelo impacto com o outro.
Tudo parece em ordem...a bandeira amarela é imediatamente flamulada... a vitória só seria retirada agora por uma constatação de deslealdade, e graças a Deus naquela época não tinha os 'Stewart', ou comissarios que analisam manobras, pois caso tivesse, veriamos algo assim:
-a colisão envolvendo o carro 5 com o carro # será investigada após a prova.
ou
-o carro numero 5 será penalizado em :(30segundos, drive trough, stop and go) devido a colisão com o carro #

O carro de Unser correra direto para o muro enchendo a frontal direita e descendo para o interior da curva. Ja sob bandeira amarela, Unser descera do carro e posicionara-se no canteiro esperando a passagem de Emerson (que a essa altura já era o EMO nos EUA com o direito a um EMO Day´s numa cidadezinha americana). Empunhando o capacete em uma mão, aponta o dedo em riste para Emerson.
Latino, penso nas variaveis que deve haver passado na mente do Emerson naquele instante, que seja qual for, bem provavelmente não poderia publicar aqui. De certo é que deveria estar sorrindo, na sua peculiar caracteristica, que nunca se mostra estrela, e ao contrario, sempre desfigura sua excepcionalidade (tal como revelou sobre a entrada nos boxes em marcha a ré com o Lotus 72 em interlagos/72). Um sorriso maroto, que traduziria 'é isso aí "garoto"... aprende um pouco comigo'.
Ao contrário de Unser, na sua trajetória, Emerson não se fez em carros faceis e pistas maravilhosas. Penso nos torpedos enxertados, como karman-ghias e fuscas, como motores sobrepotentes em asfalto e pneus que fazia a palavra Grip ser um sonho "ficcioso" distante.

Dos modelos:

Os modelos da foto são dois distintos, feitos sobre kits plasticos de team diferentes. O modelo que aparece sobre a mesa de madeira, foi a segunda peça, em que dada a experiencia do primeiro, pude evoluir algumas coisas.

Este modelo foi feito sobre um Penske mesmo, que já possuia motor chevrolet. As transformações se fixaram na carenagem e na montagem das rodas dianterias com cambagem e caster tal como os Indy, ou seja, desalinhados para a reta.


As peças em amarelo são as originais do kit. As partes em branco foram as mudanças que executei. Na foto abaixo, as partes que aparecem no topo da foto foram as extirpadas. A pintura preta é porque esse kit já estava montado quando me foi entregue. Desmontei o kit, inclusive retirando suas decais na agua e guardando-a para um uso futuro. Para tanto fiz uso de papel proprio para decais, em que posicionei a decal apos retira-la do modelo.


O kit do modelo da primeira foto, que abre essa matéria, foi um lola. Kit da Monogran do K-Mart Tean de Mario Andretti. Um carro bonito, que me arrependo de não haver comprado 2. Um outro kit, do march-porsche de Teo Fabi (ex-F1) usei para fazer o Menard´s do Piquet, do ano do acidente.
Ambos os kits usados precisaram dessa modificação na carenagem e chassi, além de serem necessariamente motores chevrolet. Para os decais, folhas de autorama supriram quase tudo, em que fiz uso de minha caixa com muitos armazenados (não havia impressora, compravamos o que podia para uso sabe quando).
A isso, rebate uma fidelidade não 100% mas o carro atinge sua proposta e ficou muito bonito.


Pena não dispor de mais fotos. O kit é muito simples. O primiero modelo eu montei em um final de semana, após a mudança na carenagem. Há poucas peças, e é possivel executar um trabalho primoroso independentemente disso. Conhecido entre os plastimodelistas como 'tijolinho' devido ao formato de suas caixas, essa fase do plasti foi muito boa. Bons modelos, muita variedade, preços equilibrados (ainda que aqui esses modelos eram por demais onerados se comparado aos exterior , em relação a Tamiya aqui e lá).


Aqui a imagem do desenho do Mauricio Moraes. Quem não conhece o blog dele está perdendo muita coisa. Impar nesta arte.
Valeu Emo. Valeu MaurÌcio.

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