march 711 - Um kit da alfa brazilian miniatures

em sábado, 20 de fevereiro de 2010

As fotos abaixo mostram o kit que representa o carro pilotado por José Carlos Pace (Môco), piloto brasileiro que estreou na F1 em 1972, pilotando este carro, então equipe de Frank Willians.
O modelo configura o carro usado no GP Brasil de 72, extra-oficial. Outras versões do March são disponíveis, incluíndo outros pilotos, Ronnie Peterson, Luiz Pereira Bueno, Niki Lauda, Henri Pescarolo, e equipes, como a oficial 'stp march'.
Caracteristica dos kits da alfa, o march tem seus 'paineis de acesso' removíveis tal como o carro real, sendo: tomada de ar, 'castelo do cockpit', bico e até mesmo o aerofólio. As rodas, fixadas com porcas, na escala, também são sacáveis, permitindo a retirada das rodas.








abraço
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Coragem... recuperar é possível

em sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010



A primeira peça produzida e montada já estava pronta, para ser concluída com os detalhes finais quando verificou-se haver um erro na dimensão do monocoque.

Assim começou o drama da recuperação do Tyrrell que já estava nos acabamentos finais.

As dimensões as quais o modelo havia sido embasado não estavam corretas, mesmo um em big scale de um 'consagrado' fabricante (big scale e big mistakes too). Bem...nada de lastimar. Lagrimas não corrigem nada, então, mãos a lixa. Sem dó nem piedade pela primeira vez 'detonei' a pintura ja decalcada e envernizada de um kit as vesperas de ser concluído.

Retirada a camada de pintura até a resina, procedeu-se ao enxerto para compensar a medida que faltava.




Depois, uma demão de primer...



... e nova camada de massa.


Lixamento...
Agora, empapelamento e começando com novo primer...


...para recuperar pequenas imperfeições.
Ufa..chegasse ao azul. O Tyrrell começa a aparecer.






Decais...e a recuperação está quase concluída.





Próximo post: o modelo finalizado
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Ferrari - O primeiro troféu a gente jamais esquece

em quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010



Olá amigos, antes de continuar a publicar novas fotos do Tyrrell, e dos outros modelos da alfa, gostaria de compartilhar com vocês outros trabalhos. Concluídos em uma outra fase do hobby, muito ainda viria a aprender (e continuo. Aprender é algo interminável para o ser humano).
Este modelo, da Italeri, foi o primeiro que montei da marca Ferrari. Remonta em uma época de Zero importação oficial e o que encontrávamos na prateleira era um poço de alegria. Mas dei sorte. Além de encontrar algo 'atraente', na saudosa loja Model Point em São Paulo, fundada pelo Fábio Ipolito, tendo posteriormente o Amilcar (hoje na baixada santista) como proprietário. Deste seguiu-se para uma sociedade entre Vicente e Flavio. A Model Point veio após um certo período a ser 'absorvida' por uma nova sociedade, que incluiria agora Eli. Surgiu assim a HTC hobby modelismo.

Model Point
A loja costumava realizar concursos mensais de modelismo, sendo na forma de uma única temática, divido em 2 categorias, uma para iniciantes e outra para experientes. Nota, o participante que obtivesse o premio na categoria iniciante automaticamente passava a fazer parte da categoria experiente nos futuros concursos.

Por ocasião do evento Ferrari (livre para qualquer carro Ferrari), eu apresentei o modelo que aparece aqui, nas fotos. Nunca tive por habito, montar um modelo isoladamente até o final, sempre tenho montagens intercaladas, e agora, desenvolvendo e produzindo kit´s. Eu ja vinha trabalhando no kit a um tempo. Mas, durante um evento, encontrei um livro de Ferrari´s (coisa que era rara, encontrar livros de automoveis a venda. Pior eram os preços). Nesse Livro havia uma série de fotos de um Ferrari 250. Foi quando vi uma com 3 carburadores duplos com filtro (não cornetas, como em alguns modelos reais e kits). Com essa foto, não só fabriquei os carburadores e as mesas dos filtros de ar como também o chicote eletrico visivel no 'cofre' do motor. Baterias, bobinas, fios que se ligam ao alternador e tal...tudo feito 'direitinho'.
Para completar, o 'acabamento', um eched da logo marca 'Ferrari' foi colocada na porta da mala traseira (herdado de um kit da Ferrari Mythos) e nos vidros, foi aplicado papel aluminio (BARE METAL?...Isso era em outro planeta, 'nós terraqueos' não dispunhamos disso (só os que tinham contato com 'viajantes interplanetários'.
A pintura foi Duco, sem verniz, com polimento com massa leve seguida de cera.
Eu poderia renovar o modelo hoje, acrescentando ou melhorando o acabamento em alguns pontos ou até mesmo refazer a pintura e a aplicação de Bare-metal, mas sou mais ortodoxo quanto a isso. Acho que o modelo reflete uma etapa nesse caminho do modelismo que segui. Serve de inspiração e estímulo para aqueles que desejam começar no hobby. Melhorar o modelo hoje seria uma heresia. Ferir algo que caracteriza, que confere um estado de ser de uma época.


O modelo 'perdeu' seus limpadores de parabrisa (fabricados com finissimas folhas de cobre a imitar o real) em alguma 'viagem'. O capô é removível.
Kit: Italeri
Escala: 1/24

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Tyrrell 002 - 200 GP Winner

em quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Para a temporada de 1971, Ken Tyrrell preparou um novo modelo, desenvolvido a partir do 001. O #001 foi o primeiro modelo/chassi constrído por Tyrrell. Este carro foi usado pela última vez por Stewart, em uma corrida, no GP da Africa do Sul de 1971. O modelo para a temporada de 1971, basicamente era o 001 com chassi alongado, para poder comportar no interior do cockpit a diferença de altura entre Stewart e Cevert, então agora, o segundo piloto da equipe. Com isso, tanto Stewart quanto Cevert dispunham do carro com o mesmo entre eixos. No interior do cockpit, a difereça de altura era compesada por pedaleiras instaladas em uma mesa que possibilitava o avanço ou retrocesso das mesmas. É certo que com o alongamento do entre eixos, também vieram novas geometrias de suspensão e distribuição de peso. No entanto, em sua out-line, quase não é perceptivel a diferença entre os dois modelos. A partir do Gp da França, Tyrrell incorporou um novo bico para o carro que permaneceria por nos modelos subsequentes, dando característica aos carros da Tyrrell Team.
Um dado interessante é que Jackie Stewart utilizou apenas um chassis em toda a temporada. Isso mostra a qualidade técnica do piloto, que manteve intacto e em condições de competividade o carro que pilotou. Fato esse que se tornou um recorde desconhecido por muitos.
O versão escolhida para o lançamento da alfa é a utilizado por Stewart no GP de Monaco de 1971, que foi marcado na história da F1 como o GP de numero 200.
Aguardem novas fotos.

Jackie em ação.

modelo da alfa brazilian miniatures

Notem a precariedade do box nessa época.


Modelo com paineis removiveis, tal como o carro real.

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Hesketh

em terça-feira, 2 de fevereiro de 2010




Há muito tempo atrás (poderia começar com “Era uma vez…um modelista…”) o Hesketh, com seu Desenho inusitado, como também a política de seu proprietário quanto a veiculação de patrocínio, inovador em tecnologia (trazia em sua suspensão -inicialmente a dianteira- ao invés de molas, camaras de ar) conquistava o coração daquele que aqui escreve.
Passaram-se alguns outros longos anos até que pudesse vir a desenvolver habilidades que fosse capaz de reproduzir um modelo daquele F1. Reunir dados sobre o carro era uma tarefa árdua. Na era pré internet, informação, fotográfica principalmente, era um deserto árido para nós brasileiros. Com o advento da internet, ‘portas’ se abriram e durante um curto período de tempo a gama de sites que se proliferavam a cada dia disponibilizavam imagens e tudo o mais de forma gratuita.
O cd ainda tinha um custo altíssimo e em minhas incursóes virtuais, produzia dezenas de back-up´s de fotos em disquetes. Aquele ‘imenso’ espaço de 1.44mb hoje parece ridículo e como lamento não haver ter copiado mais fotos e mais sites… navegar na web era algo como ser um Buzz (de Toy Story): ao infinito e além.
Com isso, novas referencias pareciam sempre intermináveis…chegavam…chegavam…e ficamos sempre a espera de uma foto melhor, um desenho (raio-x) mais revelador, aquele logo atrás da roda..será que consigo uma foto? e vamos esperando...
O ’meu’ Hesketh sofreu dessa patologia. Do meu primeiro Scratch do modelo, representando o carro do piloto Alex Dias Ribeiro (que pode ser visto abaixo)

ao modelo que estou finalizando, do piloto James Hunt (veja no final do post), GP da Holanda, decorreu pouco mais de 5 anos. Muita água rolou e também aprimoramentos pelo ganho de knowhow.
A esses ‘fieis’ que tem entrado em contato comigo buscando saber se o modelo que está disponível é o ‘meu’ Hesketh, dou toda graça pela solidariedade. Como modelista também, sei como é o anseio por cada novo modelo e sei o quanto o é por aqueles que já viram e/ou adquiriram um kit da alfa.
A esses ‘fieis’ o meu muito obrigado, composto por alegria, por algo que se estende além,,,para uns amizade, outros cumplicidade, outros ambas, juntamente com certa tristeza por ainda não poder ter disponível à saciar esse anseio.
A esses ‘fieis’ tenho o meu compromisso, ainda que permeie a descepção pelo tempo, em apresentar um produto com a qualidade alfa.
Publicamente, MUITO OBRIGADO a vocês, consumidores, consultores, parceiros, e muito, muito mais do que esses e outros adjetivos, doravante e sempre intitulados AMIGOS.
Abaixo: Fotos do kit. Peça de pré produção já pintada. Ano:2009
Abaixo: Fotos do modelo scratch. Ano de construção: 1999.
obs: Fotos feitas pelo atual proprietário do modelo.



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foto do primeiro kit da alfa. Imagem:alfa
Lay-out do carro pilotado por Jose Carlos Pace (Môco)

abaixo, o companheiro de equipe: o campeão mundial de motociclismo Mike Hailwood

Imagem/fonte: forix

Modelistas e apreciadores do pequeno mundo dos grandes carros, a alfa mudou novamente de endreço virtual mas não o seu conceito de modelismo. A mudança de endereço é justamente causa do conceito da alfa – brazilian miniatures. Aos novos, o conceito da alfa foi, é e sempre será buscar aprimorar e oferecer conteúdo digerível e diferenciado. Desde seu início, a proposta da alfa foi libertar os modelistas da mesmice e do descaso.

“Nós” modelisas, sermpre estivemos refens dos fabricantes, sejam eles grandes ou pequenos. Nunca coube um espaço para articular, propor, sugerir e inferir. Tratados como seres abastados e ‘viciados’ o bastante para comprar qualquer ‘droga’ a altos preços. A preocupação capitalista dos fabricantes visionarios pelos sifrões não é a mesma aplicada para com a satisfação de seus consumidores. A alfa desde seu ínicio estabeleceu paradigmas como por exemplo a preocupação com a embalagens das peças, enquanto os ‘outros’ apenas acondicionavam tudo em um único involucro, cabendo ao modelista, antes de mais nada, executar um trabalho quase arqueológico para encontrar e separar peças. Outro ponto que a alfa esteve sempre a frente diz respeito a algo muito mais importante. Desenvolver e produzir um modelo em escala não é uma tarefa tão simples quando se pensa no compromisso da escala. Diante dos obstáculos que são enfrentados, é mais fácil optar pelo visual apresentável daquilo que de fato não trará diferença substancial no produto finalizado (apenas onerando no custo para quem compra). Em outras palavras, para mascarar um trabalho deficiente no desenvolvimento do kit, é mais fácil buscar apresentar alguns ‘atrativos’ (como um ‘bonito fotoeched’. O que ocorre, é que, similar áqueles que compram um livro pela capa, ao buscar de fato a montagem de kits dessa concepção, o modelista terá então o seu grande desgosto.

Um modelo de resina, mais do que viria a ser um modelo em plástico injetado, necessáriamente terá que ser preparado, pintado e finalizado. Como é sabido, há todo um ciclo, um protocolo de montagem. Um colecionador, ao adquirir um kit, está buscando uma réplica o mais fiel possível do objeto real representado. É isso que é comprado de forma subjetiva. O kit, é apenas o objeto concreto dessa idéia.

É essa ideia que a alfa tem o compromisso de suprir. Um produto que atenda as reais exigencias que seriam praticamente impossíveis de serem corrigidas no protocolo de montagem. Como corrigir um problema de escala? Pergunte a quem outrora comprou um kit com largura de um 1:20 e comprimento de 1:18. Pneus? A coleções pelo mundo afora (e praticamente todas no Brasil) em que, todos os modelos da prateleira ignoram a diversidade de pneus que houve ao longo da história da F1.

A alfa desenvolve seus modelos de forma artesanal, isto é, no autentico scratch. Nada de CAD, tornos, fresas… e nada contra ao uso destes, é uma questão de custo/benefício/produto fiel (é paradoxo desenvolver em CAD e ter o produto final fora de escala).

Assim, a alfa mais uma vez vai procurar estreitar o contato com seus consumidores ou não, mas aqueles que apreciam o automobilismo em miniatura e deseja contribuir por ele, seja montando, fabricando ou opnando através de críticas que possam construir.

As portas estão abertas. Sejam bem vindos! Aguardem galeria de fotos (aqueles que desejarem, postem as suas)

Em próximo post, falarei um pouco mais sobre a relação escala com a diferença entre miniatura e modelo.
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