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quinta-feira, 29 de abril de 2010

march 711


Seguem abaixo fotos da miniatura do march 711 pilotado por José Carlos Pace, Môco, no GP Brasil de 1972 em corrida extra campeonato para homologação do GP.
escala:1:20
resina e metal.
Nas primeiras edições dos modelos a alfa disponibilizava pneus em borracha e rodas em aluminio torneados. Atualmente a alfa utiliza pneus e aros incorporados injetados em resina com rodas em metal (alguns modelos). A substituição da borracha por resina (a miniatura do Tyrrell visto neste blog possui pneus e rodas em resina) deve-se a uma condição técnica. A borracha utilizada na fabricação dos pneus aqui no Brasil são de origem para produtos de outro fim, como coxins, suportes, mangueiras etc...e não especificamente destinado ao modelismo estático. Assim, essa matéria prima é desenvolvida para funções dinâmicas e de vida estipulada. A borracha é uma matéria prima que decompôem-se com o tempo. Os pneus reais possuem uma vida util de 5 anos para armazenamento/uso os quais após esse periódo nã mais possuem utillidade. O latex, em contato com a luz solar e o ar, perde suas propriedades elásticas. Não raro, modelos de metal desses vendidos em tabacarias, bazares, padarias já foram vítimas de decomposição de pneu. Kit´s de plástico (até mesmo os de escala 1:12) também já sofreram desse infortúneo. Acredito que ao menos uma vez tenham vivenciado a experiencia da decomposição da borracha nos 'famosos e comuns' elásticos de escritórios (as borrachinhas), que engavetados ou armazenados em longo período, ou preso a outros materiais como um Lápis, dissolvem-se simplesmente.
Ademais os aspectos da propriedade tecnico mecânica da borracha, as dimensões também ganham atenção. No caso dos modelos de 1971, por exemplo, como os Tyrrell 001/002/003, utilizavam pneus GoogYear de dimensões menores, quanto aos traseiros. Assim, procedeu-se a uma alteração do mesmo para a miniatura. Os march da temporada de 1971 foram fabricados para uso de pneus de borracha, assim, com a dimensão do mesmo errada, visto que na ocasião não havia outra opção. Um estudo para a conversão para os pneus de resina com a medida correta está sendo feito.
Pneus traseiros de 1971 em resina. Confira: click aqui.




















foto: josé luiz

A estrutura do bico, sem o mesmo, que pode ser retirado. O carro real, abaixo, possui um suporte em triangulo, pois utilizava o bico redondo, em formato de ponta de projétil.
Posicionamento de agregados, como bateria, reservatório de fluído de freios e tal, eram dispostos conforme a preparação de cada equipe.

Abaixo, Ronnie Peterson em seu 711 com o qual disputou a temporada de 1971 e foi vice-campeão.

3 comentários:

  1. Uma coisa que chama muita atenção no projeto do Mach 711 era a posição do conjunto mola amortecedor ,na frente do chassi ,o F6 também era assim ,dois modelos que estavam na frente do tempo em muitos aspectos .

    O currioso é que no caso do Mach ,esta alternativa não visava um ganho aerodinamico e sim porque não havia espaço ao lado dos pés do piloto ,ali foi colocado os discos do freio.

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  2. Olá Jonny´O...Puxa! que boa surpresa estares por aqui participando com sempre ricos comentários. Obrigado. É uma honra.

    Sim, carros a frente do tempo. Eu não descartei ainda (não sei para quando...rs...nesse caso deixo aberto mesmo) a hipotese de fazer um 711 do Adamich que usou motor alfaromeo e tinhas os discos in-board, tal como os lotus, fazendo uso de semi-eixos dianteiros, fator esse atribuido ao acidente do Rindt em Monza (não oficialmente). Suspeita-se que um desses eixos teria se partido na freada da parabolica e o carro 'arremessado' ao guard-rail. O fato de Rindt não prender as 'coxas' pelo sinto, levou-o a estrangulamento como causa mortis. (não que se houvesse afivelado no tradicional pudesse haver sobrevivido...mas...é a incognita).
    Outro, que por 'certa mania' teve seus fins decretados foi 'nosso' Airton...que inferiu na opção de um capacete com maior abertura ao que vinha sendo usado por outros (e a isso, no caso de uma abertura mais fechada poderia haver permitido ao braço inferior apenas resvalar pela superficie do capacete), e também a dimensão da barra da coluna de direção, reduzida para um 'maior conforto' no cockpit.

    Quanto a suspensão dos march... em 72, os braços superiores dianteiros ganharam tirantes longitudinais, rente ao eixo articulante, amparando os dois sub-braços frontais, visto que provavelmente esses braços cediam diante da freada, deslizando pelo eixo. O acidente de Rindt em Monza, com certeza influenciou a esse reforço.

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  3. Não sabia desses detalhes ,as suspeitas sobre o acidente do Rindt .

    Sobre a March-Alfa ,teve uma versão muito interessante do carro para correr em Monza ,não havia spoilers ou aerofolio no carro e a traseira toda carenada ,parecia um foguete ,mas não sei se este modelo correu em Monza.

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