MAVECO DOS 1000 km DE BRASÍLIA

em quinta-feira, 24 de maio de 2012

UM MAVECO DE BOB SHARP* e EDGAR DE MELO
*Bob Sharp tem hoje uma coluna no Site: AUTOENTUSIASTA, que é seguido por este blog.

Já vai algum tempo que apresentei as primeiras imagens deste maveco da equipe Mercantil-Finasa, a qual teve entre outros pilotos o querido, e finado, piloto brasileiro José Carlos Pace, o Môco, que tem pela alfa a edição de seus primeiros carros pilotados na F1 (March 721 e Surtees TS 14).



Esse maveco ficou na bancada, aberto, por um bom tempo. Diz o ditado popular 'Casa de Ferreiro, espeto de pau', encomendas se avolumando (graças a Deus) e essa peça que servira de protótipo e teste de decais repousava sem rodas e sem vidros. As rodas acabaram se tornando um impasse. Participando de alguns eventos, fui questionado pelos colecionadores de HW sobre uso de rodas HW e rodas com pneus de borracha em detrimento de rodinhas mais fieis ao modelo original. De fato, minha experiencia como fabricante de kit e também como colecionador, e informações reunidas de uns e outras aqui e acolá, me inibe ao uso de rodas com pneus de borracha (como produto de linha, pois claro que se o cliente solicitar, damos um jeito, mas... não é um item). Ã borracha não é um material estabilizado, e degrada-se. Mesmo pneus que possuam algum componente plastico, como vinil, na formula de seu polimero, não é garantido que se manterá 'firme' por tempo indeterminado. Os grandes fabricantes buscam chegar a um resultado a contento nesta equação, provendo as caracteristicas da borracha e a estabilidade do plastico...mas... 
Bem, voltemos ao maveco. Então, novamente o mavequinho, minha cobaia, voltou para o setor de prototipos...e foi um dos primeiros 'replicas' a receber rodas HW. A escolha do modelo da roda não foi feita na gondola... Dentre os modelos que dispunha no atelier optei por esta. Os vidros foram colados, inclusive os laterais traseiros (que não aplico por questão de otimizar produtividade).
Esta mini sofreu um problema sério. A pintura azul acabou ficando 'solta' da base. Um mistério, visto que ocorreu apenas em parte do capô e do teto. Não é perceptivel ao toque, mesmo porque a 'capa' de verniz PU a protege, mas, uma certa rugosidade se acentou no teto, que mesmo 'cristalização' e polimento não retiraram (na verdade, durante o polimento fica liso...e em 24h retorna a rugosidade). Bem, com isso, ele agora ira definitivamente repousar no nicho o qual dará seus passeios quando da oportunidade de aparecer em algum evento ou encontro.
Espero que apreciem mais esta mini. A história da equipe é bem bacana. A JULIO dispõem de mais algumas opções de layout deste modelo, resgatando com fidelidade a configuração diferente nas corridas que participou. Como critério, foram escolhidas provas endurance, vitórias e as provas em que José Carlos Pace participou (em 1975 Pace era piloto titular da equipe Brabham de F1 ao lado do argentino Carlos Reuteman). Um critério de força externa: ter a disponibilidade de todos os angulos do carro para então proceder ao desenho e reprodução de cada logo.




O quadrado branco onde o numero é aplicado, aparece semitransparente. A ideia foi mesmo permitir esse efeito (que poderia ser sanado se fosse um problema, com a aplicação dupla do decal ou mesmo a pintura branca correspondente ao espaço do desenho). O numero não era permanente e eram aplicados como sticks, adesivos. Nem mesmo verniz recebiam. A equipe usava a bola branca como padrão, mas em algumas corridas o retangulo aparecia. Há provas em que o retangulo foi ainda aplicado sobre a bola. Em uma oportunidade futura publicarei uma reprodução de fotos mostrando esse grotesco detalhe.


Dois outras concepções do maveco que estou ansioso por montar são:
-um que foi pilotado por Nelson Piquet em dupla com Guaraciaba;
-um da equipe DropGal Ford, vencedor das mil milhas de ano anterior. Esse maveco, pilotado por Bird Clemente (e irmão) tinha mecanica do GT 40 e deu um show em interlagos.

Depois seguem alguns outros interessantes, como da equipe Manah; outro do Aloysio Andrade...

Grande abraço a todos e obrigado pela visita.
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MAVECO 1:24 - FINAL

em terça-feira, 22 de maio de 2012

MONTAGEM FINAL E ACABAMENTO

Dando sequência ao diário passo-a-passo, neste post as fotos da fase final de montagem. Espero que apreciem o resultado, que friso mais uma vez, sob delimitações do cliente restringindo a amplitude do projeto. Por ser um processo artesanal, envolvendo uma única pessoa, é invariável a integração com cada trabalho, trazendo sempre a satisfação no resultado, satisfação essa que ainda fica sob a pendência da apreciação do cliente, pois, é a este que tudo é direcionado. Nenhum trabalho ou esforço terá sido válido se o resultado final não atender a expectativa do cliente.  É com esse pensamento que cada projeto, cada produto recebe carinho individual, mesmo estando em uma linha de produção.
Grande abraço a todos e obrigado por acompanharem mais esse trabalho aqui divulgado.

Desculpe o stand...a mesa da cozinha!..rs


vidros confeccionados em acetato.
as rodas esterçadas foram apenas mais um checkin. Foram coladas alinhas. Sim, foram coladas. A delicadeza da peça exigindo cuidado tal como sempre digo, de uma porcelana 'Ming'. Peça única, material não resistente a choque. Melhor tudo travado.
Aqui, vidros ainda sem moldura.

  

uma mini feita a toque de caixa, mas
que trouxe um resultado aceitável apesar das limitações.
O que acham?


Farois. Moldados em 'term forming' com acetato.


mantive os olhos de gato na lateral dos paralamas.



as maçanetas foram feitas uma a uma. A colagem de um espelho retrovisor externo foi abortada, assim como uma antena. Esses acessórios precisam da garantia de um local prudente, ou se tornam o primeiro degrau para a degradação da miniatura.


Devido ao prazo, as peças que representam metal cromado receberam apenas uma pintura com pigmento próximo desse efeito. A cromação de peças individualmente demanda tempo... que não dispunha.


Aqui o maverick posa ao lado do SS4 1975 1:64 (no case da JULIO) para que ideia de tamanho possam ser percebida.



Sem dúvida um belo automóvel, em reprodução única nesta escala (a JULIO comercializa maveco sedan na escala 1:64). O modelo tem em sí beleza natural que sem dúvida valoriza qualquer coleção. Uma pena que o pouco que se viu do maverick tenha sido apenas o cupê. (ah..mais tempo com o 'body'...faria uma copia para produzir uma perua para mim). Bem...para aqueles que quiserem se aventurar com algum kit do modelo repousando no armário...aí está o caminho. A todos, meu contato...sempre disponível aqui no blog.
Abraços.
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Maveco 1:24 PART 2 - PINTURA

Parte 2 - PINTURA

Dando sequência ao passo a passo de uma alteração de carroceria e confecção de uma mini a partir de outra pré existente, hoje veremos os registros da etapa de pintura.

A cor do carro real é Marrom Madeira, -cor tabela de cor Ford- , e será mantida na restauração.
Passo seguinte, providenciei junto ao fornecedor de tintas originais o tom original do carro.

Assim temos:


iniciada a pintura...






a pintura base concluída.




primeira demão de verniz... PU.


o maveco empapelado para receber detalhes de pintura. Aqui o painel traseiro recebendo a pintura prata para fazer a faixa.


confeccionei decal do friso e do nome da montadora.


construção da estrutura que fará as 'vezes' do chassi.
optei não apenas por dar suporte as rodas e a fusão dessas com a carroceria, mas também conferir aspectos do carro, como caixa de rodas e um 'disfarce' para o interior não existente no projeto.
o 'cofre' do motor ficou aberto para um possível alojamento de um conjunto mecânico, caso o cliente em um futuro próximo descida por um 'up-grade' da miniatura.
Disponho do conjunto motor do Ford Maverick. Mesmo sendo aplicado em um 'mocape' de chassi, ficaria bem bacana ter o capô aberto exibindo o seu 'coração' propulsor.


Não me foram determinadas as calotas a serem usadas. Assim, optei pelas da primeira série do Carro. (o ano do carro também não me foi fornecido, tendo apenas uma foto da traseira evidenciando o conjunto óptico traseiro da primeira série.
As calotas então foram fixadas a pneus originais para a moldagem. abaixo, foto das copias em resina preta. Apos um tratamento na resina, a cor da aspecto de borracha, não necessitando de pintura, ficando esta, apenas para as calotas.


Agora, a inserção da coluna central.


O 'interior' recebendo pintura preto semibrilho.


primer no chassi...



teste do conjunto... um semiarco em metal alude a um volante.



teste do conjunto e da harmonia.


confecção da calha e do trilho do vidro traseiro.



Próximo post... montagem final e acabamento.
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Maveco 4p 1:24

em segunda-feira, 21 de maio de 2012

QUEM NÃO TEM CÃO CAÇA COM GATO


Outro dia recebi um contato o qual desejava saber sobre a possibilidade de fazer uma miniatura de um carro da família. Que fosse maior que um 'desses de metal' (dizia a cliente referindo-se aos HW). Assim, a escala para a mini foi a de 1:24. O carro, real, chegara á garagem não fazia muito... na verdade seu estado ainda era de objeto para restauração. Nada bonito de se ver...mas com muito espaço para receber 'carinho e amor'. Típico trabalho que contrapõem as leis (e crenças) da física, porque funde a alma ao metal. De posse de algumas fotos do carro real, o próximo passo era agora encontrar a miniatura... mas... não há essa miniatura! O carro: maverick sedan.
Trago nesta postagem a primeira parte da serie de fotos feitas no processo de produção dessa mini única. Um passo a passo que pode inspirar a quem tem asas para voar a fazer desabrochar o 'Frankstein' dentro de si. Então, acompanhem as fotos e o texto que se segue. A mini já foi concluída e aos poucos irei postando as fotos que estou selecionando.
Vamos ao projeto:
 Pensa daqui, faz orçamento dali, sim, pois, era essa uma forte diretriz do projeto: limitação da verba. Entre prós e contras e alguns emails depois, ficou decidido: um cupê que repousava no atelier 'doaria seu "body" para a experiência!'. Fiz uma seleção previa de qual das 5 carrocerias iria utilizar e pus mãos a obra. Modificação estudada, medidas já internalizadas mentalmente....rec rec rec...a serrinha funcionou, e lá se foi um cupê, agora esquartejado para receber a transformação. Segui o mesmo caminho utilizado para fazer a mini 1:64: alongar a carroceria, inserir as portas traseiras, recompor o teto e a coluna C. O projeto não inclui interior ou parte mecânica. Mas, nessa etapa, não me preocupei com isso, e deixei para pensar como proceder com o chassi e disfarçar o buraco do carro, já que a ideia de vidros pretos não translúcidos não me agradava.
Selecionei 40 imagens. Publicarei aos poucos devido a conexão, lenta para o UPload, lenta em pagina muito pesada, com muita imagem. Acompanhem, pois a mini ficou muito bacana, mesmo espartana.


Etapa 1: alteração de carroceria
(um cupè vira sedan)

Na primeira parte deste 'diário', da confecção ao primer.

Carroceria em Resina de poliéster.


A peça: copia em estado ainda bruto, advindo de primeiras injeteções para teste de molde.


A inserção da nova estrutura foi em plastico estireno.





primeira marcação da porta traseira



comparativo entre o mav 1:64 e 1:24.



primeiras demãos de primer aplicada.


parachoque traseiro confeccionado em chapa de estireno, ´já com primer




Próximos post´s..... pintura e acabamento.
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